domingo, 20 de janeiro de 2013

O Senso Comum


          
          O ser humano é um ser com capacidades de analisar e interpretar o que decorre no mundo, com estas capacidades criam-se as experiências de vida que podemos chamar de senso comum. Este é o modo mais comum de conhecimento do ser humano pois visto que o Homem está em constante contacto com a realidade, as nossas capacidades levam-nos a absorver e a adquirir espontâneamente um conhecimento que não advém da ciência.
         O senso comum é um conhecimento subjectivo e espontâneo  pois baseia-se em opiniões e surge da informação obtida através dos nossos sentidos. É um conhecimento errático e ingénuo pois é construído aleatoriamente ao longo da vida do ser humano e é assimilado sem sentido critico. E por fim, é um conhecimento dogmático pois acreditamos nele como uma verdade inquestionável e impossível de nos levar a acções e pensamentos errados.

        O senso comum manifesta-se em relação às mais variadas coisas, quer seja comportamentos, valores, o que é comestível e o que não é, em relação aos sentimentos e também em relação ao bom e ao mau, ao agradável e desagradável.
        Dificilmente conseguiríamos sobreviver se não extraíssemos conhecimentos do nosso quotidiano, da nossa vida em sociedade pois é graças ao conhecimento derivado do senso comum que sabemos como nos comportar em determinadas situações, é graças a esse conhecimento que certas escolhas se tornam mais fáceis de fazer.

      Como é óbvio não podemos confiar totalmente no senso comum pois ao longo das nossas vidas iremos encontrar valores e/ou opções que irão "chocar" com o que nós tínhamos como certo, iremos encontrar certos comportamentos que vão contra o que aprendemos no nosso contacto com o mundo, com a nossa cultura e com as nossas tradições. É aí que nos apercebemos dos limites do senso comum.

Ana Martins

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Émile Durkheim, um pai da sociologia.


Émile Durkheim é respeitado como um dos fundadores da Sociologia moderna, responsável por tornar a sociologia uma matéria clássica tornando-a aceite como uma ciência social. Durante a sua vida divulgou centenas de estudos sociais tanto sobre educação, crimes, como religião e até suicídio. Foi o fundador da escola sociológica francesa (o seu sobrinho Marcel Mauus foi um dos seus colaboradores), posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica (experiencial) com a teoria sociológica. É largamente reconhecido como um dos melhores teóricos do conceito da coesão social ( que explica o conceito no livro da divisão do trabalho social).
 
Durkheim nasceu em Épinal, na Lorraine no dia 15 de Abril de 1858, descendente de uma família judaica. Estudou filosofia na escola superior de Paris retirou-se posteriormente para a Alemanha. Em Paris frequentou a École Normale Supérieure em 1879 juntamente com Jean Jaurès (politico socialista francês) Henri Bergson (filosofo francês), teve contacto com as obras de August Comte (filosofo francês, um dos pais do socialismo e fundador do positivismo) e Herbert Spencer (filosofo inglês e representante do positivismo) que o influenciaram claramente na tentativa de buscar a cientificidade no estudo das humanidades. As suas obras mais reconhecidas são: Da divisão do trabalho social (1893); As regras do método sociológico (1895), O suicídio (1897) ; Formas elementares da vida religiosa (1912). 
Apesar da formação em Filosofia, Émile dedicava as suas obras á Sociologia. Encontrou a existência e qualidade de diferentes partes da sociedade, repartidas pelos cargos que exercem mantendo o meio balanceado (teoria do funcionalismo). Durkheim acredita que o homem só se tornou Humano por se tornar sociável, caso isto não acontecesse seria somente um animal selvagem. Os Humanos têm a capacidade de aprender, criar hábitos e costumes característicos do grupo social que estão inseridos, a este seguimento intitulou de “Socialização”. A consciência colectiva seria formada durante a socialização e composta por tudo aquilo que habita na mente que têm a função de orientar como o Humano deve ser, se sentir e comportar. Ao “tudo” deu o nome de “Factos Sociais”, considerando os verdadeiros objetos de analise da sociologia, estes factos sociais são fenômenos que não são limitados apenas a uma pessoa, têm uma existência independente e mais clara do que os comportamentos individuais e podem apenas ser entendidos por outros acontecimentos sociais que se tornem influenciáveis , como a religião onde a sociedade está submetida, por exemplo. Para Émile considerar um facto social, é necessário que o que o ser humano sinta, pense ou o que faça, seja independente da sua vontade própria.

Durkheim admitia a sociedade como um todo interligado, qualquer parte da sociedade que não possa não decorrer da melhor forma, todas as outras partes serão afetadas  Partindo deste pensamento ele desenvolve dois dos seus principais conceitos: Instituição social e Anomia.


Émile Durkheim faleceu a 5 de Novembro de 1917 em Paris, e encontra-se sepultado no cemitério do Montparnasse na capital francesa.

Ana Isabel

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Instituições sociais


Uma instituição consiste num conjunto complexo de valores, normas e usos partilhados de várias pessoas. A instituição não existe isolada das outras. Todas elas possuem uma interdependência mútua, de tal forma que uma modificação numa determinada instituição pode acarretar mudanças maiores ou menores nas outras.
Serve como um meio para a satisfação das necessidades da sociedade. Nenhuma instituição surge sem que tenha surgido antes uma necessidade. Mas, além desse papel, as instituições sociais cumprem também o de servir de instrumento de regulação e controle das atividades do homem.
As principais instituições sociais são: família, religião, econômica, política e educação.

Família, é um tipo de agrupamento social cuja estrutura varia no tempo e no espaço. A Religião,  é um facto social universal. A Política, são instituições políticas fundamentais a autoridade, o governo, o Estado (com os três poderes), partidos políticos e as constituições. 
A Educação que, constitui uma instituição universal pelo fato de que em todas as sociedades é necessário garantir a estrutura educacional como processo de transmissão de conhecimentos e valores presentes na sociedade.

Raquel Pereira

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A origem da Sociologia




As origens da Sociologia inserem-se em profundas alterações nas sociedades, ocorridas na Europa dos séculos XVIII e XIX, chamada “ Dupla Revolução” .

Estas duas grandes revoluções: Industrial e Francesa tiveram um grande impacto nos modos de vida da sociedade com o objectivo de transforma-la, e desta forma criar uma nova ordem social: Mundo Contemporâneo, onde a sociedade detinha direitos e poderes que anteriormente não possuíam.


A primeira grande revolução ocorreu em 1789 e os primeiros efeitos fizeram-se sentir a nível político e social representando um grande sucesso nas ideias e valores como a igualdade e a liberdade. Os cidadãos começavam a reflectir sobre a sociedade em que viviam tendo-se iniciado um movimento dinâmico e intenso que se espalhou pelo mundo moderno como algo já próprio.

A segunda grande revolução iniciou-se em finais do século XVIII na Grã-Bretanha com efeitos essencialmente económicos. Esta revolução marca principalmente o surgimento de novos avanços tecnológicos como a mecanização e a máquina a vapor em 1763 por James Watt.

Com todos estes processos de inovação, surge assim uma migração considerável da população que residia nos campos para as cidades em busca de melhores condições de vida, o que causou uma grande expansão das áreas urbanas.


Assim, é de realçar a importância que a chamada “ dupla revolução “ teve na sociedade permitindo um melhor entendimento social.
 
Ana Cláudia Ribeiro

 

domingo, 16 de dezembro de 2012


Tabagismo como problema social

 

O tabagismo é de facto um problema que se tem agravado cada vez mais, até mesmo a juventude dos dias de hoje, tem vindo a aumentar o consumo do tabaco.

. É grave pensar que apesar das pessoas saberem que o tabaco só oferece problemas de saúde graves e que diminui a esperança média de vida, elas continuam a fumar e com esta crise parece que a estupidez desta gente vai ainda mais longe, não adianta colocarem em letras gordas nos maços de tabaco “FUMAR MATA” é uma perda de tempo para a sociedade portuguesa, a sociedade portuguesa é bem capaz de ver alguém morrer com cancro nos pulmões devido ao tabaco que fumou e fumar de seguida um cigarro.

É degradante pensar que a juventude que devia tomar medidas para mudar os maus hábitos, em vez disto fuma por vezes ainda mais que os adultos e o mais engraçado é que dizem “estou viciado” fumando por vezes á meros dias.

É ridículo ver crianças de 11 anos a tentar fumar um cigarro, e ainda mais ridículo é ver os adolescentes a incentivar estas crianças, levam o incentivo como uma brincadeira em vez de pensarem um minuto e entenderem que estão a contribuir para a morte da criança.

Acredito que haja adultos viciados em tabaco, mas existe pessoas que largaram o tabaco e todas elas dizem que é necessário força de vontade, ou seja para quem não entende, é necessário inteligência e ser capaz de ser mais racional. Mas a população portuguesa está longe de ter uma atitude louvável ao ponto de se mentalizar que quem fuma nos dias de hoje é fraco e deixa que um simples cigarro lhe vença.

A maioria dos jovens vêem o tabaco como forma de obter uma socialização mais facilitada, isto demonstra falta de coragem em se afirmar na sociedade tal como é, falta de atitude e obviamente falta de amor-próprio, pois um jovem que fume nos dias de hoje mostra sem sombras de duvidas falta de inteligência e dificuldade em se fazer afirmar.

 
 
 Tânia Pinto

A hierarquia das sociedades contemporâneas

A sociologia, como sabemos,é uma forma especifica e cientificamente fundada de conhecimento sobre o mundo e a realidade social. E também uma base sólida para um olhar crítico e transformador.
Esta forma própria de ler a realidade social, a perspectiva sociologica, permite-nos concluir que o fosso entre os rendimentos dos mais ricos e dos mais pobres continua a aumentar todos os anos.
 
Nas sociedades contêmporaneas existe uma hierarquia de necessidades a que o ser humano se sujeita, a pirâmide de Maslow. Esta tem como base e como ponto fundamental as necessidades fisiologicas e as necessidades de segurança (comida, abrigo, roupa, conforto, necessidades sensoriais, estabilidade, protecçao, necessidadede ordem, entre outras). De seguida, mas não menos importantes, deparámo-nos com as necessidades sociais e necessidades de estima,ou seja, as necessidades psicológicas,tais como, auto-estima, reconhecimento, prestígio, competencia e autonomia.
Por ultimo, no topo da pirâmide, encontrámos as necessidades de realização pessoal, bem como o desenvolvimento dos talentos e a criatividade individual.
Concluíndo, a relação entre as diferentes classes sociais e a estratificação desta pirâmide da-se á vista de todos.Os pobres cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos, mas mesmo assim as necessidades sao as mesmas.
 
 
Paula Ribeiro
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Complexidade do Homem


O que vemos nesta imagem?


Quantas patas vemos neste elefante?

A conclusão a que, facilmente, conseguimos chegar é que, para além do ser humano ser um ser cujo grau de complexidade é extremamente elevado, nem aquele que nos proporciona racionalidade nos consegue dar certezas de alguma coisa. Estou portanto a referir-me ao nosso cérebro que, apesar de nos dar a possibilidade de racionalizar acerca de tudo o que está à nossa volta, é também, o primeiro a induzir-nos em erro. Ao deparar-se com casos como os que estão acima apresentados, o nosso cérebro fica confuso e, por vezes, não consegue chegar a uma conclusão acertada. A estas imagens chamamos de "ilusões de ótica". Bons exemplos de ilusões de ótica são imagens que nos dão a sensação de movimento:




Na realidade, estas imagens não se mexem, mas a informação captada pelos nossos olhos chega ao nosso cérebro e este transmite-nos a ideia de disparidade entre o percebido e o real.
Desta forma, apercebemo-nos de que o Homem é um ser cuja compreensão é indiscutivelmente difícil sendo também um conjunto de necessidades. Dentro dessas necessidades temos as necessidades primárias (indispensáveis como a alimentação, saúde, habitação, vestuário,...) e as necessidades secundárias (precisas mas não indispensáveis como o transporte, a cultura,...). Para além destas, temos as necessidades terciárias, que muitas vezes não são consideradas, pois são necessidades supérfluas isto é, o ser humano consegue perfeitamente sobreviver sem elas logo não são verdadeiras necessidades no real sentido da palavra pois só servem para elevar a auto-estima da pessoa em questão.
Para além disso, não nos podemos esquecer que o ser humano tem sentimentos e precisa de ser bem integrado na sociedade para não se sentir excluído. A integração na sociedade é então algo fundamental para o Homem pois a sensação de exclusão e a solidão, levam a consequências dramáticas na sua personalidade. Por exemplo, uma criança que vá para a escola e seja rejeitada pelas crianças à sua volta, um dia mais tarde poderá tornar-se numa pessoa frustrada e infeliz.
O ser humano necessita de amor, estabilidade, compreensão, amizade, respeito... E, mesmo que obtenha tudo isto e mais algumas necessidades, nunca se sentirá totalmente feliz e realizado, pois é sujeito a regras impostas pela sociedade que facilitariam o cumprimentos dos desejos mais profundos de toda a gente se pudessem ser quebradas.

Marta Lopes