sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Jovens com baixas qualificações à procura do primeiro emprego

Existe várias categorias sociais vulneráveis à pobreza como: idosos pensionistas, agricultores com baixos rendimentos, assalariados com baixos níveis de remuneração, trabalhadores precários e da economia informal, minorias étnicas, desempregados entre outros.



No texto seguinte falarei concretamente de uma categoria, os jovens com baixas qualificações à procura do primeiro emprego. Como sabemos, os jovens são o futuro do país, como tal se garantirem um bom trabalho, com um bom salário, poderão ir mais além e enfrentar melhor os obstáculos que a vida nos negativamente proporciona. Neste sentido, os jovens que se apresentam com baixas qualificações, à procura do primeiro emprego, têm vários entreves para consegui-lo, não conseguirão competir com aqueles que apresentam boas qualificações, pois, terão um défice de competências em relação aos últimos referidos. Em consequência, se a família se encontrar também com baixas qualificações, a situação agravar-se-á, as dificuldades económicas instalam-se, podendo atingir os seus filhos, ou seja, sem recursos monetários não conseguirão pagar-lhes o ensino superior, desta forma, encontramos um ciclo vicioso que passará de geração em geração. A população portuguesa tende a que a situação se agrave, apesar de hoje em dia haver jovens qualificações, escolhem o estrangeiro para trabalharem pois a oferta de empregos no nosso país é inconfortavelmente baixa, e o salário, aquilo que é realmente importante, também é bastante baixo comparativamente a outros países como: E.U.A, Noruega, Suíça …



 Neste sentido, conclui-se então que esta situação que o país atravessa é “ um osso duro de roer” ou até mesmo “um pau de dois bicos”,talvez já não haja solução que garanta o melhoramento de todas as situações referidas anteriormente.




 Tânia Pinto



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A evolução do conceito de cultuta





O conceito “cultura” não teve o mesmo significado ao longo dos tempos.
No século XI, a palavra “cultura” referia-se à terra que tinha como função de produzir vegetais, isto é, o 
conceito era sinónimo de agricultura.
Na Era Renascentista, em meados do século XVI, os humanistas começam a designar, de forma figurativa, cultura de espírito.  
A partir do século XVIII a cultura passa a ser um símbolo da filosofia das luzes (em ciências, artes e letras) e, segundo Hobbes, “cultura” refere-se à educação de espirito na infância, onde o homem aprende a cultivar o gosto, opinião, requinte, e boas maneiras.
No século XIX, “civilização” e cultura” passam a ser sinónimos. Contudo, segundo E. F. Tylor (1871) a cultura via-se através do desenvolvimento mental e organizacional das sociedades, incluindo aqui os conhecimentos de todas as áreas (crenças religiosas, arte, moral, costumes, e as outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem na sociedade). Mais tarde, na antropologia americana, insiste no desenvolvimento material e técnico e na transmissão do património cultural.
Podemos então dizer que para os “culturalistas “, em relação ao modo de vida de um povo, é uma aquisição humana, estável mas sujeita a mudanças continuas que podem determinar o curso da vida do homem sem impor ao seu pensamento consciente.

Nota: Este artigo foi feito na base do texto 1, “A evolução do conceito de cultura” do manual, página 60. 




Andreia Dias e Cláudia Gomes

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Crise de valores





A sociedade contemporânea tem vindo a ser catalogada como a sociedade da crise de valores. De facto, o mundo alterou-se e o Homem tornou-se mais individualista e competitivo, no entanto, pessoalmente considero que o indivíduo deve seguir os seus princípios e procurar ter um olhar mais fraterno sobre os outros, missão nem sempre fácil, porque o actual sistema capitalista quase que nos obriga a encarar o próximo como um adversário a abater. Mas claramente, que a falta de valores e de carácter não deve ser atribuída apenas ao sistema que nos rege, isso seria uma cobardia, o Homem é quem faz o sistema e quem não concorda com ele deve, precisamente, respeitar os seus valores competindo mas sendo honesto.

Contudo, além do sistema capitalista também a globalização que se caracterizada pela difusão de produtos, ideias e informação, veiculada pelas grandes potências mundiais, através dos mais variados sistemas de informação, contribui para uma alteração dos valores da sociedade, pois apela ao consumismo e à massificação, fazendo com que a sociedade esteja menos atenta às diferenças individuais e seja mais egoísta.

Mas esta crise de valores de que falo aplica-se também aos Estados, sobretudo aos mais ricos e desenvolvidos, que desrespeitam continuamente os outros países para que o seu evolua, destruindo a natureza, manipulando geneticamente seres vivos e o mais grave, construindo armas de destruição maciça que podem exterminar o mundo num segundo. Realmente a sociedade actual podia aprender com os erros do passado mas isso não se verifica e ainda está por encontrar a razão de tal insanidade.

Para finalizar, quero deixar claro que na minha opinião pessoal não existe uma crise de valores actual, pois a falta de valores de que falo sempre existiu, no entanto, na actualidade, reveste-se de outras formas e tem outras causas e é dessas que trato.

Em suma, havendo crise de valores ou não, acima de tudo a honestidade plural é constituída pela honestidade singular e cabe a cada um de nós não esquecer os seus princípios!


Luísa Esteves

Relatório Kinsey




Relatório Kinsey é um filme baseado numa história verídica, realizado por Bill Condon ,que aborda sem preconceitos os estudos realizados pelo professor Kinsey sobre a sexualidade na sociedade americana.

Inicialmente, Kinsey professor na universidade do Indiana, estudava a diversidade biológica de uma espécie de vespas mas os seus estudos não eram levados a sério pela comunidade científica, até que começa a ser questionado pelos seus alunos acerca da veracidade de alguns mitos que circulavam entre as pessoas sobre o sexo e a sexualidade. O professor apercebeu-se que eram necessários estudos que revelassem as respostas que todos procuravam e começou a formar uma equipa composta por alunos seus para fazer inquéritos e leccionou uma disciplina sobre sexualidade para casais na universidade em que trabalhava. À medida que ia obtendo o resultado dos inquéritos, apercebeu-se que era fulcral aumentar a amostra dos seus estudos, e por isso, percorreu toda a América com os seus pupilos durante anos e constituiu uma fundação com o apoio financeiro da fundação Rockefeller.

Os resultados dos seus estudos foram reveladores e polémicos, assim como os métodos a que recorria para a sua investigação. Kinsey chegou a realizar filmes em que os seus colaboradores praticavam sexo com voluntárias, divulgou imagens de órgãos sexuais e publicou obras literárias sobre o homem e a mulher americana que iam contra os cânones da sociedade conservadora da época. Essa irreverência valeu-lhe a perda dos apoios financeiros à sua fundação e foi alvo de duras críticas.

A sua vida privada era igualmente controversa para a época, pois Kinsey teve uma relação homossexual com um dos seus colaboradores, apesar do seu casamento, e não demonstrava pudor ao abordar temas e em utilizar determinada linguagem com a sua família nem em permitir uma relação extra conjugal da sua esposa com o mesmo aluno com que tinha tido uma relação homossexual.

Em suma, ”Relatório Kinsey” foi extremamente revelador sobre a forma como uma pessoa irreverente, até para os tempos actuais, enfrenta o conservadorismo e contribui para o fim de muitos mitos e para o aumento do conhecimento científico sobre a sexualidade, com os escassos meios da época.
            
Luísa Esteves

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Técnicas de investigação: Inquirição



A inquirição é uma das técnicas de investigação.
O seu objetivo é interrogar populações com o fim de descobrir regularidades, como o comportamento, atitudes e opiniões.
Num inquérito podem estar vários tipos de questões: as fechadas, que não deixa espaço para outro tipo de resposta além das opções que são dadas (como o sexo: feminino ou masculino); as abertas, isto é, podemos responder o que quisermos e as semiabertas ou semifechadas (como por exemplo: qual o tempo escolar que mais aprecia: aulas/furos/intervalos?).
As questões fechadas apenas são utilizadas quando conhecemos o campo de estudo.
Para a construção correta de um inquérito temos:
Ø  No inicio deve ter um pequeno texto explicativo sobre os objetivos de forma clara e sucinta;
Ø  Caracterização sociográfica como sexo, idade, nível de instrução, etc;
Ø  Deve-se evitar a negativa;
Ø  Numa questão não podemos mudar de escala (por exemplo: com que frequência lê livros sem ser de estudo? Mensalmente/semanalmente/frequentemente/ poucas vezes)
Ø  Evitar o uso da proliferação da escala em que é possível o posicionamento intermédio (por exemplo: Numa escala de 1 a 10, sendo o 1 mais à direita e o 10 mais à esquerda, como se define ideologicamente?)
Ø  Para evitar que os inquiridos não se habituem a responder no mesmo sentido, devemos usar escalas diferentes;
Ø  A linguagem deve ser adequada ao destinatário.
Também podemos utilizar a entrevista que segue um guião. Dentro destas entrevistas, temos as entrevistas diretivas (que seguem o guião rigorosamente); as semidiretivas ou em profundidade (traduzem o compromisso da necessidade de abordar o entrevistador sobre determinados temas) e as não diretivas ou livres (utilizadas quando não há propriamente um guião, mas sim temas que conduzem a entrevista).
Por fim, também existem histórias de vida, que procuram cruzar dados biográficos e ciclos de vida.

Jéssica Sousa

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Técnicas de Investigação





As técnicas de investigação podem se agrupar e classificar em:

Documentais: analise estatística; análise de conteúdo
Inquirição: Inquérito por questionário; entrevista; história de vida
Observação: Observação participante; observação direta; sociologia visual

Na análise documental podemos ter dois tipos de fontes: primária (documentos que foram produzidos pelo próprio investigador) e secundária (já existentes e concebidos por outras razões). Relativamente à análise de conteúdo, o investigador traça em categorias para o ajudar a análise de um texto/documento, descortinado significados imputáveis quer ao autor quer ao contexto do documento.
Na análise através do inquérito podemos ter:
Questões fechadas (que não permite outras opções além das existentes)
Questões abertas
Questões semiabertas/ semifechadas
Também temos:
A entrevista que segue um guião e a entrevista pode ser: diretiva (segue rigorosamente o guião); semiabertas ou em profundidade (entrevista sobre o tema mas valoriza a liberdade do discurso); não diretivas ou livres (não existe propriamente um guião, mas apenas temas que conduz a conversa)
História de vida

Quanto à observação temos
Observação participante, também designada por pesquisa etnográfica ou método etnográfico, onde a investigação é feita através da observação. As técnicas utilizadas podem ser entrevistas, fotografias, vídeos e geralmente é registada num diário de campo 
Observação direta carateriza-se pelo facto de seguir uma grelha observação preexistente, para registar o que o investigador vê o ouve
Sociologia visual é utilizada com o fim de pesquisa através de fotografias e vídeos.

Outro género de investigação é amostragem. Para não se utilizar o “universo de análise”, analisa-se uma amostra representativa. As amostras podem ser probabilísticas/aleatórias ou então não probabilísticas e aí temos:
Amostragem aleatória simples: consiste num universo, retira-se unidades até perfazer a amostra desejada
Amostragem por quotas: determinar quotas de inquiridos com uma determinada característica predefinida
Amostragem por bola de neve: parte-se de um número reduzido de inquiridos e vai-se acrescentando até completar a amostra
Amostragem intencional: as unidades da amostra são selecionadas de acordo com os critérios teóricos.

Andreia Dias e Bruno Pereira

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sociologia e o amor






“O coração tem razões que a razão desconhece”, provérbio popular conhecido. Se tivermos em conta o provérbio, a sociologia não se podia envolver no amor, contudo, podemos considerar as relações afetivas como uma dimensão das relações sociais e assim tornar o amor um objeto para análise sociológica.
O amor, em relação ao estudo sociológico, (a-histórico e destacando as suas condições socias de produção) existe ao nível das representações coletivas. Em dimensões particulares nas relações sociais, o amor vai evoluindo consoante as transformações e variando de numerosos fatores, nomeadamente a presença social. Isto é, podemos dizer que o sentimento que nos referimos não é vivido de forma uniforme por todos, não tem o mesmo valor em todas as sociedades, não se explica pelo mesmo discurso por toda a gente, não se perfila num mesmo futuro, os comportamentos e atitudes, perante o amor, não podem ser pré-determinados: vai-se recompondo consoante as experiências vividas.
O amor por um lado pode ter um carácter mágico, isto é, a “apaixonar-se”, por outro lado, pode ser testemunhado o seu carácter social, por outras palavras, proximidade social e cultural por parceiros.



Nota: este artigo teve a influência de “Segundos os amores. Amar a razão?” de  Didier Le Gall .




Andreia Dias e Cláudia Gomes