terça-feira, 12 de março de 2013


Os Valores


Figura 1 - Os Valores
 Os valores constituem-se como um elemento espiritual ou intangível da cultura. Um valor é algo que, numa dada cultura, se considera ideal ou desejável. Apesar disso, os valores concretizam-se por intermédio das regras e das normas que condicionam os comportamentos.
  
Os valores predominantes numa determinada cultura podem estar apresentados formalmente, nomeadamente em textos institucionais, como as leis de cada país. Outros não estão formalizados mas somente vivos na mente de cada pessoa- são por isso, informais-, não deixando de condicionar fortemente os seus atos.



palavras
Figura 2 - Exemplo de valores humanos
Uma das características principais dos valores é o facto de orientarem/determinarem as ações das pessoas e dos grupos. Os atores sociais não pensam, avaliam, decidem e escolhem no vazio- fazem-no regidos por um sistema de referencias em que creem, e que consideram desejável.

 Outra característica é a relatividade espacial e temporal. Os valores são sempre específicos de uma sociedade particular, que os moldou e adaptou. Desta maneira, os valores não só variam de cultura para cultura como igualmente dentro da mesma cultura, entre os diversos grupos que a constituem, e ao longo do tempo.  




                                                                                                                             Rui Almeida 22

Multiculturalismo

 


 
          Desde sempre, o Homem pelos mais variados motivos, como sendo: a guerra, as migrações, a globalização e as catástrofes naturais, tende a instalar-se em países e continentes diversos. Hoje, a maior parte das sociedades industrializadas são culturalmente ricas porque nas suas ruas se encontram culturas, etnias, línguas, religiões, costumes e tradições dos “quatro cantos do mundo”, a este fenómeno dá-se o nome de multiculturalismo.
Não obstante, esta diversidade cultural não gera apenas reacções positivas mas também muitas bastante negativas e marginalizadoras. Nos últimos anos, tem-se registado um aumento de manifestações de racismo, caracterizado pela rejeição de indivíduos pela sua raça ou etnia, e de xenofobia, ou seja, rejeição de pessoas de nacionalidades diferentes. Outro fenómeno bastante comum é o etnocentrismo, em que se julgam as outras culturas tendo como ponto de referência a nossa própria cultura, e assim, partimos do princípio de que os nossos valores, hábitos e comportamentos é que são correctos e aceitáveis. Esta atitude, leva-nos a julgar as restantes pessoas como inferiores e a encará-las com desconfiança e preconceito.
Contudo, muitas vezes conhecemos culturas que desrespeitam variadíssimos direitos humanos e liberdades fundamentais e, nesse caso, será normal referirmo-nos a elas com algum desdém e inconformismo. Aliás, pessoalmente julgo que a sociedade deve tentar alterar esses costumes, porque ao fazê-lo não desrespeita essa cultura já que essa atitude pode salvar vidas.
Em conclusão, era desejável ver a sociedade a encarar o multiculturalismo como um fenómeno positivo e que nos enriquece mas, todos sabemos, que há um longo caminho a percorrer para que esse desejo se concretize e é necessário não esquecer que as mentalidades só mudam a partir de cada um de nós.


Luísa Esteves

sábado, 2 de março de 2013

O Senso Comum

Desde sempre que o Homem tenta arranjar explicações para as coisas que acontecem no seu dia-a-dia e para os fenómenos (que hoje são conhecidos como naturais) na tentativa de os entender e lidar com eles. Esta tentativa de compreensão resulta num conhecimento prático da realidade que permite ao ser humano lidar com as diversas situações que a vida lhe propõe. A este conhecimento prático damos o nome de Senso Comum.
O senso comum é, portanto, o conhecimento vulgar com que, no quotidiano, orientamos as nossas ações e damos sentido à vida.
Porém, com o decorrer dos tempos, a Ciência começou a evoluir e, evidentemente que, começou a dar explicações válidas para os distintos acontecimentos. Para as pessoas entenderem que, a trovoada não era afinal castigo divino, mas sim um acontecimento natural, demorou algum tempo pois a ciência atacava aquilo que as pessoas tomavam como sendo o senso comum. Desta forma, a ciência passou a integrar-se no senso comum.
Quando começou a contagiar-se a doença a que hoje vulgarmente damos o nome de SIDA, pensava-se que esta só afetava homossexuais devido aos seus comportamentos sexuais que eram considerados depravados e completamente reprováveis. Esta "ignorância" face às doenças sexualmente transmissíveis está bastante presente no filme "O Relatório Kinsey" onde podemos comprovar que, no passado, o tema "sexo" era um autêntico tabú em que ninguém expunha as suas dúvidas. Desta forma, e também por não ainda não existir na época uma explicação pelo contágio do vírus HIV, a ignorância das pessoas levava-as a deixarem-se influenciar pelo preconceito. Hoje em dia sabemos que a SIDA é uma doença que se propaga através do sangue e de fluidos sexuais, e que tanto os homens como as mulheres estão sujeitos a serem contagiados. No entanto, o conhecimento ciêntifico, apesar de ter arranjado explicação para o contágio desta doença, não conseguiu abolir o preconceito da mente da sociedade.

Marta Lopes

Etnocentrismo Cultural


Fala-se de cultura como um saber a ser adquirido, ou como conhecimento acumulado, representa tudo aquilo que não é inato nem natural no ser humano, mas a relação que este estabelece com o que está á sua volta, como os diferentes grupos sociais.

Os grupos sociais podem apresentar certas normas e valores culturais diversificados. Na cultura rural ou na urbana, onde esta é a mais culturalmente diversificadas, a sua população é constituída por um determinado número de grupos de diferentes origens culturais, étnicas e linguísticas, como por exemplo os ciganos ou a comunidade cabo-verdiana que se diferem dos outros e muito na maneira como comem, vestem-se, e comportam-se.

Toda esta diversidade cultural conduz a atitudes de etnocentrismo cultural que se baseiam em preconceitos acerca da “superioridade” da cultura dominante uma vez que os grupos étnicos se distinguem dos outros grupos porque não partilham os mesmos valores, normas e identidades culturais.

Estas atitudes levam o indivíduo não só a sobrevalorizar a sua cultura e a considerar inferior a cultura a que pertencem outros indivíduos, mas também a conduzir a fenómenos de rejeição e conflitos aumentando os sentimentos de intolerância como o racismo e a xenofobia.

O etnocentrismo está ligado ao racismo e á xenofobia dado que ao elevarmos uma cultura em relação às outras, mesmo em pequenas expressões do quotidiano como “Trabalho como um preto!”, estamos a inferiorizar outros e a hierarquizar, a diferenciar como melhores ou piores culturas diferentes da nossa, portanto a fazer uma espécie de racismo já que ao considerar-mos a nossa cultura como melhor considera-mos os outros abaixo dela e consequentemente desprezamos e humilhamos as diferenças culturais.

O etnocentrismo cultural de facto é um conceito universal, sendo que este problema não é exclusivo de uma determinada época nem de uma única sociedade.

                                                                                                                  Vânia Pereira

sexta-feira, 1 de março de 2013

Elementos da Cultura/ Valores






A Cultura, tem inserida nela, elementos materiais e espirituais.
Os elementos materiais, compreendem em si as obras realizadas,por exemplo, as habitações, o vestuário, os monumentos, os alimentos,etc.
Os elementos espirituais de uma cultura, envolvem as ideias, os valores, as normas, as crenças, por exemplo, a distinção entre o certo e o errado, o justo e o injusto, o belo e o feio, etc.
São essencialmente os elementos espirituais que nos leva a referir diversidade cultural, pois como sabemos o desenvolvimento técnico, cientifico, tecnológico, médico (...), já atingiu a maioria do Mundo, e em termos materiais quase todas as culturas estão em pé de igualdade, salientando-se assim as diferentes formas de agir e pensar (elementos espirituais).
No entanto, estes dois elementos não podem trabalhar separadamente, pois completam-se mutuamente.
Como já percebemos, os valores são encarados como elementos espirituais, sendo vistos como uma maneira de ser ou de agir que uma pessoa ou uma colectividade reconhecem como ideal.




A vida em sociedade, pressupõe, uma certa ordem, uma vez que é necessário satisfazer as necessidades individuais de cada individuo, sendo por isso necessário a existência dos valores culturais que orientam as condutas sociais.
Em contrapartida, a vida em grupo implica a elaboração de regras e de normas exteriores ao individuo, ou seja que lhe são impostos, para uma melhor vivência entre as pessoas.
O nosso quotidiano é seguido de acordo com valores e regras.Valores morais, étnicos, religiosos(...), e regras de trabalho, de condução, económicos, etc.
Tanto os valores como as regras, devem ser compridos por todos os elementos de um grupo ou sociedade, pois indicam-nos o que é certo e errado, condicionando os nossos comportamentos, mas nunca esqueçendo que cada pessoa tem o direiro á sua liberdade, por isso mesmo, existindo os valores informais, onde não existe um condicionamento forte nas acções do Homem.
Outra caracteristica dos valores é a sua relatividade espacial e temporal. Os valores são sempre especificos de uma sociedade em particular, por essa mesma razão os valores não só variam de sociedade para sociedade, como dentro da mesma sociedade, entre os vários grupos que a constituem.

                 
 Tatiana Ribeiro

Cultura

Conceito de Cultura

O conceito de cultura, evolui com o passar dos tempos e cada vez mais tem significados distintos.
A palavra "cultura", surgiu pela primeira vez no séc.XI com raízes agriculas, e só em meados do séc.XVI, é que assumiu um sentido dirigido ao Homem e ao seu desenvolvimento.
Hobbes

E.F.Taylor

No séc.XVIII, Hobbes designou cultura, o trabalho de educação do espírito em particular durante a infância. No entanto não foi apenas este que conferiu um significado á palavra, vários outros também o fizeram.
 
O conceito mais conhecido e usual do termo, foi formulado por E.F. Taylor, em 1831, segundo o qual, cultura é:
"aquele todo complexo, que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, as leis, os costumes e todos os outros hábitos apreendidos pelo Homem sendo membro da sociedade"
Muitas vezes o termo cultura, é confundido com civilização, logo assume noções de: desenvolvimento, educação, bons costumes, etiqueta,etc. Esta confusão é aceitável uma vez que estamos perante uma palavra pluridimensional, não lhe podendo dar, uma designação objectiva.
Assumindo apenas o significado  de relevo para uma boa interacção com a sociedade, pudemos encarar a cultura como o fenómeno que representa tudo o que é aprendido pelo Homem , logo tudo o que não é inato. Os seres humanos vivem em meios muito diferentes relativamente ao clima, ao relevo, aos recursos naturais, etc. Por isso, adaptam-se de modo muito diverso e desenvolvem culturas muito diferentes.
No planeta Terra há uma enorme diversidade cultural. Todos os seres humanos possuem cultura, mas não a mesma cultura.
Por ter tanta importância no meio social, o termo "cultura" é um ponto de destaque em Sociologia, onde assume um carácter especifico e onde é analisada na sua dimensão social.
Assim, e em suma, podemos dizer que cultura é apreendida e não herdada geneticamente, pois ao contrário dos outros animais, o Homem tem de aprender tudo sobre a vida em sociedade, e os elementos culturais são partilhados por um determinado  numero de pessoas , e podem ser aplicados a uma sociedade global ou a grupos pequenos e restritos. Concretiza-se como um modo de vida que compreende formas de pensar, agir e sentir.

Tatiana Ribeiro