quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A evolução da espécie humana - Filogénese


“A reprodução de um ser vivo em outro, crescendo e se multiplicando milhares de vezes, faz com que aconteçam mudanças ao longo de muitos anos”. Charles Darwin

O ser humano é o resultado de uma herança genética, de um lento processo de alterações, da influência do meio, e também das experiências que vivência  Tem uma capacidade muito grande de aprendizagem. No entanto, cada indivíduo desenvolve-se de forma diferente, dando significados às suas experiências e às decisões que toma. O conceito de evolução relaciona-se e interliga duas ciências: filogénese e ontogénese. 

Vamos basear-nos mais na filogénese, que reporta-se essencialmente á história evolutiva da espécie, a sua origem e desenvolvimento. O naturalista britânico Charles Darwin, apresenta a teoria da evolução, onde admite que existem diferenças entre seres humanos, apesar de se entregarem na mesma espécie, pois possuem características que os distinguem uns dos outros. Bem, na perspectiva de Darwin, a escolha natural seria a principal responsável pela adaptação e pela especialização dos seres vivos, ou seja, seria o factor mais determinante na evolução.

Já por outro lado, Jean Piaget acredita que a capacidade de raciocinar do ser humano resulta de um processo dinâmico adquirido ao longo da vida, que seria o fruto das suas experiências, percepções e da sua relação com o meio ambiente que o rodeia.
Ao longo dos anos, os seres vivos experimentam novas realidades ou situações que exigem uma adaptação. E é neste sentido que entra a perspectiva epigenética, que defende que o desenvolvimento é o resultado de uma relação entre a informação genética e o meio ambiente.

A problemática da evolução humana pode ser assim apresentada:
Australopitheco - Surgiu há 3 milhões de anos, tinha menos da metade do actual volume cerebral, andava em pé, usava as mãos para colher frutos, atirar pedras e paus para abater em pequenos animais.

Homo Habilis - Primeira forma humana, surgida há 2 milhões de anos, o cérebro era um pouco maior que o do Australopitheco e fabricava as suas ferramentas partindo lascas de pedra.

Homo Erectus - Forma humana surgida há 1,6 milhões de anos, tinha o cérebro maior que o do Homo Habilis e o corpo mais evoluído, vivia em bandos de 25 a 30 pessoas, descobriu o fogo, fabricava instrumentos, caçava e pescava.

Homem de Neanderthal - Surgiu há cerca de 150 mil anos atrás, enfrentou um período glacial muito intenso, o seu cérebro era aproximadamente igual ao actual ser humano, usava instrumentos bem-feitos e já enterrava os mortos.

Homo Sapiens Sapiens – Surgiu há cerca de 35 mil anos atrás, fisicamente é igual ao homem actual, o seu cérebro era bem desenvolvido ia á procura de caça, ocupou todas as partes da Terra.

Vânia Pereira

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Grupo Social



Ao longo da vida, temos tendência para procurar uma identificação em alguém ou em alguma coisa, fazemos parte dos mais diferentes grupos de pessoas, seja por escolha própria, seja por circunstâncias que independem da nossa vontade.
Diz-se que os grupos sociais existem em determinado conjunto de pessoas, onde há relações estáveis. Para estarmos perante um grupo social é necessário que ele possa ser identificado como tal, pelos seus membros e pelos não membros. Os grupos sociais são estratificados, pois os seus membros ocupam posições relativas entre si. Para além disso, desempenham papéis e contactam entre si. O grupo tem normas de conduta, hábitos, valores, costumes e objetivos. Os grupos sociais diferem quanto ao grau de contacto entre seus membros. Os principais grupos sociais são: o grupo familial (família), o grupo vicinal (vizinhança), o grupo educativo (escola, faculdade), o grupo religioso (instituição religiosa), o grupo de lazer (clubes, associações), o grupo profissional (escritórios, empresas, loja) e o grupo político (partido ou organização política).
Os grupos sociais podem ser classificados como primários (aqueles em que os membros possuem contatos pessoais diretos, contatos mais íntimos.) , secundários (aqueles em que os contatos sociais são diretos, mas não há intimidade.)  e intermediários (aqueles em que se complementam as duas formas de contatos sociais, ou seja, os primários e os secundários.)

                                                                                                                                         Jéssica Sousa

domingo, 18 de novembro de 2012

Realidade Social


De uma forma generalizada a realidade social são interacções entre grupos. Viver em sociedade é basicamente uma estratégia de sobrevivência, ou seja, os indivíduos interagem entre si em sociedade para se adaptarem ao meio natural.

Um dos maiores problemas sociais que Portugal atravessa, é o desemprego. O desemprego não nos conduz necessariamente à pobreza, pois pode ser temporário, mas é óbvio que quanto maior for o período de desemprego mais rápido nos levará à pobreza, o que faz com que a sociedade se depare com a falta de recursos e de condições de vida habituais. Outro grande problema do desemprego é que pode levar a uma instabilidade social, ou seja, dá-se discórdias entre famílias e amigos, emigrações, vandalismo, que são algumas consequências do desemprego.

Vanessa Leite

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A Contra-Cultura






        A contra-cultura foi um movimento popularizado no, século XX, mais precisamente, na década de 60 tendo ainda continuação no dias de hoje. Não foi apenas um capricho, um ato de rebeldia, foi sim uma forma das novas gerações demonstrarem o seu desejo de mudar o mundo.
Este movimento serviu como forma de as pessoas demonstrarem a sua oposição aos valores, aos ideais e aos padrões de comportamento aceites pela sociedade e assim tentarem mudar as mentalidades da época. Não se trata de um movimento revolucionário que visa a violência mas sim a resolução dos problemas de forma pacifica.

        
        A valorização da natureza, a luta pela paz, as criticas aos meios de comunicação, o anti-consumismo são apenas algumas das várias características da contra-cultura, e é graças a ela que grupos sociais tais como os hippies e os os punks começaram a ganhar importância e a ter um grande papel neste movimento.    
       Os hippies foram um importante grupo social, formavam um mundo à parte, um "mundo colorido". Os seus protestos eram pacíficos e usavam slogans alegres, muitos deles que continuam até aos dias de hoje, tais como "Peace and Love", "Make Love Not War", "Ban the Bomb". 
Eram adeptos de um estilo de vida comunitário e sentiam-se em casa perto da natureza. Não tinham tabus e eram apologistas da emancipação sexual. Não eram materialistas e opunham-se às guerras.
  Tiveram um grande número de seguidores pois o que é mais importante que paz e amor?

           
        Esta agitação social manifestou-se na música, na literatura, no cinema, na forma de vestir e no comportamento da sociedade mas podemos afirmar que a história da música foi visivelmente marcada pela contra-cultura, através de artistas e festivais.
Muitos dos artistas que admiramos eram apologistas deste movimento e assim como as novas gerações da altura visavam a mudança. The Beatles, The Doors, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Bob Dylan são grandes nomes que ficarão imortalizados no mundo da musica e o seu apoio pela contra-cultura poderia ser encontrado nas suas letras.



        A música de Bob Dylan - The Times They Are A-Changin é um exemplo disso, toda a letra representa uma mudança de mentalidade e caracteriza o espirito social e politico da época.

"Come mothers and fathers 
Throughout the land 
And don’t criticize what you can’t understand 
Your sons and your daughters are beyond your command"




        Atualmente a contra-cultura ainda existe mas perdeu adeptos e força com o passar dos anos. Hoje em dia existem manifestações mas não iguais às de antigamente.
O que outrora foram grupos revolucionários com o objetivo de serem a mudança, hoje não passam de grupos de rebeldia, grupos aos quais as novas gerações pertencem para fazer frente aos pais, à escola. Não passam de fases.


         Considero a nossa sociedade conformista, acho que é uma sociedade que não luta por todos os direitos que merece e embora nos revoltemos com as coisas que não concordamos, tornamos essa revolta interior e não tentamos mudar nada, não tentamos mudar o mundo.
Atitude, mudança, coragem, revolução são palavras de ordem da contra-cultura mas deveriam estar sempre presentes.


Ana Martins




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Características do ser humano


O ser Humano tem sido, desde sempre, um ser demasiado complexo para podermos definir, devido não só à enorme quantidade de características que este possui, mas também devido à variedade de espécies conhecidas até hoje (que são imensas) e que possuem bastantes semelhanças com o Homem.
 

À primeira vista, aquilo que podemos definir de imediato no ser humano  é que este é uma espécie animal, de primata bípede.  Mas será isso suficiente para podermos definir o ser Humano? Sabemos que não. O ser Humano é isso e muito mais e  seria bastante negligente pôr de parte a sua capacidade cognitiva, uma vez que foi essa capacidade que lhe permitiu sobreviver e se adaptar durante milhares de anos, sem se extinguir.




Mas estas não são as únicas características do ser Humano, ele não é só um Ser capaz de pensar, é também o único Ser à face da Terra capaz de imaginar, sonhar, reflectir, comunicar claramente, possuir uma consciência moral e ser capaz de agir por motivos contrários às suas necessidades. E apesar de se diferenciar de todos os outros Seres em algumas características ou necessidades , este possui uma característica que é comum em todos os seres: a procura em satisfazer todas as suas necessidades.
Essas necessidades parecem mais complexas à primeira vista que as dos restantes seres vivos, mas as suas bases acabam por ser as mesmas. Contudo, a sociedade desde o inicio do desenvolvimento humano que tenta impôr uma forma de contrariar esse desejo de satisfação, uma vez que numa sociedade estratificada iria causar instabilidade entre os diversos indivíduos na luta de satisfazer as suas necessidades.




Contudo o Homem possui outras necessidades que os animais não possuem ou são bastante mais complexas como:



  • Necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo; 
  • necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida; 
  • necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube; 
  • necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos; necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser: "



"Todos os homens buscam a felicidade. E não há excepção  Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as acções de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida."

(Blaise Pascal )


Seria, então, de imaginar que com estas capacidades o Ser Humano fosse capaz de ser um ser perfeito, um ser pacifico, um ser que promovesse a igualdade, lutasse pela liberdade, com a capacidade de co-existir com os restantes seres existentes sem os prejudicar, mas a realidade não é essa. O ser humano luta para satisfazer as suas necessidades, mesmo que isso implique prejudicar outro individuo... Equiparando-se, neste sentido, ao animal.

"E considerando o que o mundo é hoje, com toda a miséria, conflitos, brutalidade destrutiva, agressão, entre outras coisas... o homem ainda é o mesmo de antes. Ainda é bruto, violento, agressivo, acumulador, competitivo... e ele construiu uma sociedade nesses termos."

(J.Krishnamurti)

FILIPE MONTEIRO

domingo, 11 de novembro de 2012

Quais os limites de sobrevivência do Ser Humano?



Como disse Ernest Renan, filósofo e escritor de excelência: “Somos prisioneiros da nossa própria identidade, vivendo em prisões que nós próprios criamos” e embora pareça que á partida esta citação nada tem a ver com a temática do artigo se fizermos um olhar mais atento compreendemos que a nossa identidade faz com que sejamos limitados logo no nosso nascimento pois nela se inserem a cultura, a educação, a fisionomia que nos define …


Vejamos os seguintes exemplos: assistimos à relativamente pouco tempo a um fenómeno da natureza, causado pelo aquecimento global que deixou os Estados Unidos da América de rastos e completamente abalado.

Apesar da sua grandeza, grande parte da população conseguiu ultrapassar este monstro que destruiu a costa do continente americano.

Contudo, este fenómeno poderia ter sido bem pior se não existisse o conhecimento científico. Foi através deste conhecimento que a população teve tempo de se preparar e reunir todas as condições necessárias para que os estragos fossem os menos possíveis.
Desta forma surge assim uma questão: Teria Portugal condições necessárias para receber este Furacão?

Na minha opinião Portugal não estaria preparado para este fenómeno, pois mesmo que conseguissem alertar a população portuguesa do perigo eminente, esta não sabia como se precaver ou proteger devido á falta de conhecimento por parte das pessoas para situações como estas, visto que Portugal é uma zona estável onde é quase nula a possibilidade desses acontecimentos.
Sendo assim, penso que a sociedade em que o ser humano se insere bem como o conhecimento dessas são factores de extrema importância para a sobrevivência humana.
   
Destacando agora outro exemplo, onde a cultura e a fisionomia, isto é, o que faz de nós seres humanos e não outra espécie qualquer, têm um papel fundamental: um leão e um bebé, ambos recém-nascidos, são largados num ambiente selvagem. Qual destes seres teria mais capacidade de sobreviver no meio onde foi largado?
Sem dúvida que o leão, porque apesar da fragilidade que ambos apresentam pusemos um animal selvagem no seu ambiente natural no qual este se irá desenvolver naturalmente enquanto o bebé terá de superar muitas barreiras para poder sobreviver.

  Os animais irracionais desenvolvem desde a nascença um instinto de sobrevivência que faz com que, ao contrário do ser humano que toma decisões planeadas, ajam sem pensar em consequências, agem por instinto, o “instinto animal”.
Podemos dizer assim que somos limitados logo quando nascemos visto que há várias características que diferem de seres de espécies diferentes ou até da mesma espécie. Por exemplo: um bebé que nasce no pólo Norte irá desenvolver mais capacidade de resistência ao frio do que um bebé que nasce em Portugal.


 O próximo, e último exemplo, demonstra a limitação que a educação provoca num determinado ser, podendo ser também ser associado á cultura visto que a educação deriva desta. Em vários filmes, séries e até reality shows já foi explorada a temática da mudança de algumas pessoas do ambiente a que estão habituadas para outro completamente diferente. Sendo assim imaginemos que colocaríamos um cidadão que habita no meio rural e deixamo-lo a viver numa cidade. Basicamente esta pessoa não vai viver apenas, vai ter sobreviver a estas novas circunstâncias visto que foi educado num tipo de cultura e terá de mudar todos os seus hábitos para sobreviver, sendo assim vai “recorrer ao seu animal interior” e usar o seu instinto de sobrevivência.


  Perante estes exemplos, estão reunidas todas as condições para conseguir responder à questão no início levantada: Quais os limites de sobrevivência do Ser Humano?

  Não podemos ter uma resposta concreta a esta pergunta visto que, como foi demonstrado, somos limitados logo á nascença. Mesmo assim, a meu ver, o Ser Humano sendo um animal racional tem mais capacidade de sobrevivência em ambientes a que não está habituado do que qualquer outro ser vivo. 

Ana Cláudia Ribeiro 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O ser humano e o animal!



O ser humano é fundamental na capacidade de relacionamento, uma vez que o homem é o pólo emissor e receptor de diferentes mensagens entre si e a realidade envolvente. É a emissão e recepção das mesmas que permite aos membros de uma sociedade, a aquisição, conservação e transmissão de conhecimento. A precisão de comunicar com os outros, levou ao homem a instituir várias formas de o fazer, designadas por linguagens. Esta é um fenómeno especialmente humano, a que os animais não têm qualquer forma de acesso e isto pois, só se pode falar de linguagem quando existe um sistema de signos.
 A linguagem humana, é adquirida pois resulta de um procedimento de aprendizagem que se prolonga durante vários anos e supõe a integração num grupo sócio cultural, o primeiro dos quais a família. Esta forma de comunicação vai-se especificando através da língua que é a expressão máxima de uma cultura. A mesma é descoberta, produtora, criativa, simbolismo e abstracta, uma vez que não se refere apenas às coisas existentes, como também às coisas ausentes. Através dela podemos também exprimir os nossos sentimentos, os nossos desejos. A língua varia de país para país e também apresenta variações regionais. Para o ser humano não é apenas um meio de comunicação: é o horizonte dentro do qual nasce e vive numa cultura, é uma potencialidade existente em cada indivíduo.
Em contraste temos os animais, estes que comunicam através de um sistema de signos, cujo reportório é pessoal em cada espécie. A linguagem animal é natural, limitada, uma vez que se limita a sons articulados, não ultrapassa ao nível do concreto e apenas exprime as necessidades básicas da alimentação e da reprodução.
 Podemos dizer que o animal para se expressar, apenas dispõe dos seus meios naturais e instintivos. O dialecto está presente como objecto social.
 Ao contrário, a linguagem humana terá sido um produto natural da actividade do ser humano e uma autoridade de adaptação humana às necessidades sociais, assim o homem inventou diversificados sistemas de signos, que lhe permitem comunicar conforme as circunstâncias que mais lhe convém: a linguagem oral, escrita, gestual ou pictórica. Através da musica, da dança, da mímica, por bandeiras, por sinais de fumo ou por morse é possível comunicar.




                                                                                                      Vera Almeida