domingo, 11 de novembro de 2012

Quais os limites de sobrevivência do Ser Humano?



Como disse Ernest Renan, filósofo e escritor de excelência: “Somos prisioneiros da nossa própria identidade, vivendo em prisões que nós próprios criamos” e embora pareça que á partida esta citação nada tem a ver com a temática do artigo se fizermos um olhar mais atento compreendemos que a nossa identidade faz com que sejamos limitados logo no nosso nascimento pois nela se inserem a cultura, a educação, a fisionomia que nos define …


Vejamos os seguintes exemplos: assistimos à relativamente pouco tempo a um fenómeno da natureza, causado pelo aquecimento global que deixou os Estados Unidos da América de rastos e completamente abalado.

Apesar da sua grandeza, grande parte da população conseguiu ultrapassar este monstro que destruiu a costa do continente americano.

Contudo, este fenómeno poderia ter sido bem pior se não existisse o conhecimento científico. Foi através deste conhecimento que a população teve tempo de se preparar e reunir todas as condições necessárias para que os estragos fossem os menos possíveis.
Desta forma surge assim uma questão: Teria Portugal condições necessárias para receber este Furacão?

Na minha opinião Portugal não estaria preparado para este fenómeno, pois mesmo que conseguissem alertar a população portuguesa do perigo eminente, esta não sabia como se precaver ou proteger devido á falta de conhecimento por parte das pessoas para situações como estas, visto que Portugal é uma zona estável onde é quase nula a possibilidade desses acontecimentos.
Sendo assim, penso que a sociedade em que o ser humano se insere bem como o conhecimento dessas são factores de extrema importância para a sobrevivência humana.
   
Destacando agora outro exemplo, onde a cultura e a fisionomia, isto é, o que faz de nós seres humanos e não outra espécie qualquer, têm um papel fundamental: um leão e um bebé, ambos recém-nascidos, são largados num ambiente selvagem. Qual destes seres teria mais capacidade de sobreviver no meio onde foi largado?
Sem dúvida que o leão, porque apesar da fragilidade que ambos apresentam pusemos um animal selvagem no seu ambiente natural no qual este se irá desenvolver naturalmente enquanto o bebé terá de superar muitas barreiras para poder sobreviver.

  Os animais irracionais desenvolvem desde a nascença um instinto de sobrevivência que faz com que, ao contrário do ser humano que toma decisões planeadas, ajam sem pensar em consequências, agem por instinto, o “instinto animal”.
Podemos dizer assim que somos limitados logo quando nascemos visto que há várias características que diferem de seres de espécies diferentes ou até da mesma espécie. Por exemplo: um bebé que nasce no pólo Norte irá desenvolver mais capacidade de resistência ao frio do que um bebé que nasce em Portugal.


 O próximo, e último exemplo, demonstra a limitação que a educação provoca num determinado ser, podendo ser também ser associado á cultura visto que a educação deriva desta. Em vários filmes, séries e até reality shows já foi explorada a temática da mudança de algumas pessoas do ambiente a que estão habituadas para outro completamente diferente. Sendo assim imaginemos que colocaríamos um cidadão que habita no meio rural e deixamo-lo a viver numa cidade. Basicamente esta pessoa não vai viver apenas, vai ter sobreviver a estas novas circunstâncias visto que foi educado num tipo de cultura e terá de mudar todos os seus hábitos para sobreviver, sendo assim vai “recorrer ao seu animal interior” e usar o seu instinto de sobrevivência.


  Perante estes exemplos, estão reunidas todas as condições para conseguir responder à questão no início levantada: Quais os limites de sobrevivência do Ser Humano?

  Não podemos ter uma resposta concreta a esta pergunta visto que, como foi demonstrado, somos limitados logo á nascença. Mesmo assim, a meu ver, o Ser Humano sendo um animal racional tem mais capacidade de sobrevivência em ambientes a que não está habituado do que qualquer outro ser vivo. 

Ana Cláudia Ribeiro 

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